Ban pede esperança num mundo que parece desmoronar

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu aos líderes globais nesta quarta-feira que encontrem "sementes de esperança" em meio ao tumulto e desespero de um mundo que parece desmoronar.

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 12h16

Em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, Ban lembrou que as crises estão aumentando, as doenças se espalhando, os fantasmas da Guerra Fria retornando e boa parte de Primavera Árabe indo violentamente para o caminho errado.

"Mas agir com liderança trata-se precisamente de encontrar sementes de esperança e alimentá-las para que se tornem algo maior", disse o secretário-geral a presidentes, primeiros-ministros, monarcas e ministros dos 193 países que compõem a ONU.

"Esta é a nossa missão", disse Ban. "Este é meu apelo a vocês hoje."

Ban citou muitas crises, de decapitações ao uso de bombas de barril na Síria, à volátil situação na Ucrânia e a "investida assassina" do Boko Haram na Nigéria.

Numa prévia de seu discurso na semana passada, Ban disse que todas as "múltiplas crises" apresentam como característica ataques a civis e têm dimensões sectárias, étnicas ou tribais.

Além do conflitos maiores, Ban disse que o mundo não deve se esquecer da violência no Mali, da situação volátil na Ucrânia, do caos na Líbia, da grande polarização entre israelenses e palestinos após a devastadora e recente guerra na Faixa de Gaza, e dos avanços do Boko Haram na Nigéria que "crescem de forma alarmante a cada dia".

Embora devam ocorrer constantes discursos durante o evento no salão onde ocorre a abertura da Assembleia, a maior parte das discussões realmente relevantes acontece em reuniões privadas de jantares. Os eventos paralelos deste ano vão tratar de uma série de questões envolvendo países como Irã, Sudão do Sul, Mianmar, Iêmen e Somália, além de uma reunião de alto nível sobre o Ebola.

Iyad Madani, secretário-geral da Organização para a Cooperação Islâmica, disse que há "uma série de crises que são imprevisíveis", mas que "eu acho que estamos num mundo relativamente mais pacífico do que na época das duas Grandes Guerras, dos conflitos na Coreia e no Vietnã e durante a Guerra Fria". Fonte: Associated Press.

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