Ban pede julgamento de ex-dirigentes do Khmer Vermelho

O secretário-geral da ONU quer levar a tribunal ex-dirigentes do Camboja

Efe

15 de abril de 2008 | 19h15

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira, 15,  apoio para levar a um tribunal internacional os ex-dirigentes do Khmer Vermelho, responsáveis pelo genocídio cometido no Camboja, para "encerrar um dos capítulos mais obscuros da história". Em mensagem por ocasião do 10º aniversário da morte de Pol Pot, o líder máximo do Khmer Vermelho, Ban afirmou que as Nações Unidas e o Governo cambojano mantêm o compromisso de fazer com que os antigos responsáveis do grupo maoísta respondam por seus "crimes horrendos". "Com o apoio da comunidade internacional, desejo que o tribunal especial para o Camboja faça a justiça que o povo cambojano espera há tanto tempo", acrescentou. Pol Pot morreu há dez anos na floresta cambojana sem que fosse responsabilizado pelas cerca de 1,7 milhão mortes por causa da crise de fome, das doenças e dos expurgos decretados durante seu Governo, entre 1975 e 1979. Cinco dos antigos colaboradores do líder do Khmer atualmente estão sendo processados pelo tribunal internacional criado pelas Nações Unidas com a colaboração do Governo cambojano para levar a julgamento os ex-governantes maoístas. Os cinco acusados são: o ideólogo do Khmer Vermelho, Nuon Chea; Khieu Samphan, ex-presidente da República Democrática de Kampuchea; Ieng Sary, ministro de Assuntos Exteriores e sua esposa, Ieng Thint; além de Kang Kek Iev, mais conhecido como "Duch", antigo chefe do centro de torturas S-21 de Phnom Penh. O tribunal internacional é integrado por juízes estrangeiros e cambojanos selecionados pelas Nações Unidas, com a aprovação prévia do Governo do Camboja, e dispõe de um orçamento de US$ 56 milhões, o qual pediu que aumente para US$ 114 milhões.

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