Ban quer que países africanos aumentem pressão sobre Mugabe

'Epidemia de cólera é a manifestação mais visível da profunda crise' que o Zimbábue enfrenta, diz secretário

Efe,

16 de dezembro de 2008 | 05h04

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira, 15, que os países africanos aumentem a pressão sobre o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, para que voltar a negociar com a oposição para formar um governo de unidade. Mortes por cólera no Zimbábue chegam a 978, diz ONUMugabe, a metamorfose de um revolucionário Ban assinalou em discurso ao Conselho de Segurança que o ponto morto em que está o processo político contribuiu para a atual crise humanitária no país africano. "A atual epidemia de cólera é a manifestação mais visível da profunda crise, que inclui a alimentação, agricultura, educação, saúde, água, saúde e o HIV-aids", disse. O secretário-geral da ONU assegurou que 5,8 milhões de pessoas, cerca da metade da população do país, vão precisar receber assistência alimentícia nos próximos meses, e que nove das dez províncias do país têm casos de cólera. "Ainda há alguns que negam a gravidade da situação humanitária no país e a derrubada das estruturas governamentais", apontou. Diante dessa situação, Ban pediu à comunidade internacional que aumente a pressão em favor da formação de um governo de união nacional com a oposição. O ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband, qualificou de "devastador" o relatório do secretário-geral das Nações Unidas. Acusou o presidente zimbabuano de ser o responsável pela estagnação do processo político no país, por se negar a pôr em prática o acordo alcançado em setembro com a oposição para dividir o poder. Miliband disse que, apesar de a cólera dominar as manchetes dos jornais, o coração do problema do Zimbábue é "a doença do desgoverno e a corrupção". A ONU disse nesta segunda-feira em Genebra que o número de mortos por causa da epidemia de cólera subiu para 978 pessoas, um aumento de quase 25% nos últimos três dias.

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