Banco Agrícola da China dá para lançar OPA

O presidente do banco esperar conseguir realizar uma oferta pública até 2010

EFE

27 de janeiro de 2008 | 04h38

O Banco Agrícola de China (ABC), único dos quatro "grandes" do país que ainda não cota em Bolsa, demorará três anos para lançar uma oferta pública de ações (OPA), e antes deve prosseguir sua reconversão, informou a imprensa estatal citando o principal responsável da entidade. O presidente do banco, Xiang Junbo, destacou em uma conferência que o plano atual é conseguir que o ABC tenha capacidade para realizar uma oferta pública por volta de 2010. A meta é transformar a instituição em 2012 em "um banco famoso globalmente". Segundo Xiang, se o processo de reconversão não tiver contratempos, o banco poderia ser capaz de realizar operações internacionais em dez anos, por volta de 2017. O ABC, com sede central em Pequim e um dos que mais presença tem nas áreas rurais do país, alcançou em 2007 lucro de US$ 5,6 bilhões. As outras três grandes entidades financeiras estatais, o Banco da China, o Banco de Construção e o Banco Industrial e Comercial da China, concluíram sua reforma e cotam em Bolsa, na China e em Hong Kong. O ABC já antecipou há alguns meses que sua saída a Bolsa seria em Xangai e não em Hong Kong, mercado mais maduro que o da China comunista, mas também mais sensível aos altos e baixos da economia internacional. "A reforma do Banco Agrícola é mito mais complicada que a dos outros bancos", reconheciam no ano passado analistas da economia chinesa.

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