Banco americano acobertou contas de Pinochet, diz Senado

O Riggs Bank cortejou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet e o ajudou a esconder de procuradores internacionais milhões de dólares enquanto esteve sob prisão domiciliar na Inglaterra, segundo relatório de investigadores do Senado publicado pelo jornal The Washington Post. De acordo com o diário americano, o informe também diz que um alto funcionário do governo, encarregado de supervisionar o maior e mais antigo banco de Washington, manteve detalhes sobre o relacionamento do Riggs com Pinochet fora dos arquivos do caso. Segundo a Associated Press, o valor "escondido" pelo Riggs ficou entre US$ 4 milhões e US$ 8 milhões, principalmente quando o ex-ditador chileno se encontrava sob prisão domiciliar em Londres, no período de 1998-2000. O estudo do Senado diz que as contas não mencionavam o nome de Pinochet, mas ele e sua família foram os beneficiados. O senador democrata Carl Levin afirmou durante uma audiência do Subcomitê Permanente de Investigações do Senado que as contas foram encerradas pelo Riggs Bank, em vez de serem congeladas. Levin disse também que o banco enviou o dinheiro "não a uma corte ou às autoridades, mas ao próprio Pinochet, para que este depositasse em outro banco". Uma das contas, a com a maior quantia, era administrada por Ashburton Co. Ltd, umas das duas subsidiárias que o Riggs mantinha nas Bahamas. Tal conta foi encerrada em 2002 com um balanço de US$ 4,5 milhões, segundo o informe.

Agencia Estado,

15 de julho de 2004 | 18h28

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.