Banco Central de Seul planeja medidas econômicas contra Pyongyang

Entidade não detalhou quais seriam as decisões; Coreia do Norte depende da ajuda do Sul

Reuters

23 de novembro de 2010 | 08h50

SEUL - O Banco Central da Coreia do Sul informou nesta terça-feira, 23, que planeja cooperar com o governo e tomar medidas econômicas contra a Coreia do Norte caso seja necessário. Tal decisão é uma resposta aos disparos de Pyongyang contra uma ilha sul-coreana.

 

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O Banco da Coreia informou por meio de comunicado divulgado após uma reunião de emergência que vai monitorar de perto os mercados financeiros. Apesar disso, não foram dados detalhes sobre quais seriam as medidas tomadas.

 

Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, os disparos do norte atingiram a ilha de Yeonpyeong, que fica perto da fronteira marítima dos dois países, no Mar Amarelo. Ao menos dois soldados morreram. EUA e Rússia condenaram a ação norte-coreana. A Coreia do Sul afirmou que o ataque viola o armistício firmado em 1953, no fim da guerra da Península Coreana.

 

Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada pelo armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.

 

Um dos episódios mais recentes dos atritos entre os países foi o afundamento do navio sul-coreano Cheonan. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do ataque, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte, que está sob pressão pelas suspeitas de estar ampliando seu programa nuclear, nega.

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