Banco de Macau nega implicação em ações de Pyongyang

O Banco Delta Asia (BDA), de Macau, acusado pelos Estados Unidos de servir de suporte para atividades ilegais do regime de Pyongyang, negou nesta sexta-feira, 16, qualquer responsabilidade no caso e lamentou a decisão do Departamento do Tesouro de proibir suas relações financeiras com bancos americanos.O maior acionista do BDA, Stanley Au Chong Kit, disse em entrevista coletiva que seu banco "nunca soube nem suspeitou que clientes seus estivessem envolvidos em atividades de lavagem de dinheiro ou qualquer outra atividade criminosa".Au acrescentou que "o BDA sempre colaborou ao máximo com as autoridades americanas" e "para garantir o cumprimento das políticas anti-lavagem em cooperação e sob a supervisão da Autoridade Monetária de Macau".O banqueiro agradeceu o apoio recebido do Executivo de Macau e do governo chinês."Estou orgulhoso e satisfeito de nosso trabalho. Não prejudiquei a dignidade do meu país. Sou um bom filho de Macau e da República Popular da China", afirmou.Sobre a possibilidade de um descongelamento parcial das contas norte-coreanas nas próximas semanas, Au lembrou que a decisão cabe à atual administração do banco. Ele acrescentou que não tem intenção de vender suas ações.A família de Au fundou o banco há 72 anos, e o empresário foi candidato ao posto de chefe do Executivo de Macau em 1999, após a devolução do território à China. Derrotado, ele ocupou uma cadeira de deputado na Assembléia Legislativa até setembro de 2005.

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