Banco do Japão continua sem dirigente

O cargo de governador do Banco do Japão deve ser referendado pelas duas Câmaras

EFE,

21 de março de 2008 | 02h31

O Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) começou nesta quinta-feira um novo período sem dirigente e com dois vice-governadores que o comandarão até que o Governo e a oposição cheguem a um acordo sobre a sucessão. Desde a Segunda Guerra Mundial, é a primeira vez que a vaga de governador do BOJ fica vacante, depois que o mandato de cinco anos de Toshihiko Fukui terminou nesta quarta-feira. Segundo informa a agência de notícias "Kyodo", o primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, designou oficialmente os vice-governadores como responsáveis interinos pela entidade emissora. Trata-se de Masaaki Shirakawa, diretor-executivo do banco central desde 2002 até 2006, e Kiyohiko Nishimura, membro do comitê monetário do BOJ. Fukuda disse a eles que espera que sua experiência no BOJ lhes sirva para trabalhar "duro" nesta época na qual as bolsas mundiais vivem momentos "turbulentos", afetadas pela crise das hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos. O cargo de governador do Banco do Japão deve ser referendado pelas duas Câmaras, por isso que não poderá ser eleito sem o apoio da oposição.

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