Banco espanhol suspende despejo após suicídio de cliente

O banco de poupança espanhol Kutxabank, do País Basco, suspendeu todas as ordens de despejo depois que uma cliente que seria despejada se matou na última semana, gerando protestos contra os bancos nas ruas da Espanha. A decisão do Kutxabank é a primeira do tipo tomada por uma instituição do setor bancário espanhol, que vem sendo prejudicado financeiramente pelo estouro da bolha imobiliária no país, em 2008.

DANIELLE CHAVES, Agência Estado

11 de novembro de 2012 | 09h57

"O presidente do Kutxabank, Mario Fernandez, instruiu a entidade a imediatamente suspender todos os procedimentos de despejo relacionados a hipotecas até que novas regulamentações sejam conhecidas", informou o banco em um comunicado. Na sexta-feira o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, prometeu oferecer propostas para reduzir a pressão sobre os proprietários de casas em uma reunião na segunda-feira.

A ex-política do Partido Socialista Amaia Egana, de 53 anos, se jogou da janela de seu apartamento na quinta-feira, no segundo suicídio em 15 dias relacionado a ordens de despejo. Duas semanas antes, José Luis Domingo, também de 53 anos, se enforcou pouco antes de oficiais irem retirá-lo de sua casa na cidade de Granada. Centenas de pessoas fizeram protestos contra os bancos na sexta-feira em Madri e na cidade de Barakaldo.

A quarta maior economia da zona do euro está em recessão desde o ano passado, o que levou a taxa de desemprego para mais de 25%. As informações são da Dow Jones.

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