Banco israelense cortará relações com instituições palestinas

O Banco de Desconto de Israel anunciou nesta terça-feira o rompimento das relações com as instituições financeiras palestinas por causa da ascensão do Hamas ao poder, intensificando ainda mais a pressão sobre o governo palestino e aplicando um duro golpe contra as transações entre empresários das duas origens.A medida impõe mais um fardo sobre a combalida economia palestina, duramente afetada pela suspensão da ajuda internacional depois da vitória eleitoral do Hamas, em janeiro, que resultou no corte dos repasses de Israel relativos aos impostos coletados nas aduanas palestinas.O Banco Central israelense, porém, tem manifestado a intenção de manter as relações comerciais com os palestinos, desde que sejam evitados eventuais contatos com o Hamas.Apesar das recentes hostilidades, tanto o governo palestino quanto os empresários dos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza mantêm intensas relações comerciais com Israel.O governo palestino compra de Israel bens essenciais, como combustível, água e eletricidade. Já os empresários locais são dependentes dos fornecedores israelenses de comida e outros produtos básicos.Além disso, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) paga os salários de seus mais de 165 mil funcionários em shekels, a moeda israelense.Pelos acordos provisórios de paz do início da década passada, somente os bancos de Desconto e Hapoalim, ambos israelenses, têm autorização para facilitar essas transações.Funcionários do Banco de Descontos de Israel disseram que pretendem cortar as relações com as instituições financeiras palestinas pelo temor de fazer negócios com entidades que tenham algum tipo de relação com o Hamas, o que desrespeitaria as leis locais.A instituição financeira alegou ter tomado sua decisão depois de consultas ao Ministério das Finanças e ao Banco Central de Israel. As relações serão cortadas dentro de um prazo de três a seis meses, prosseguiu o banco.O Ministério das Finanças de Israel recusaram-se a comentar o assunto. Funcionários do governo palestino também não responderam aos telefonemas para falar sobre a decisão do banco.

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