Banco Mundial poderá financiar fábricas de celulose no Uruguai

A Corporação Financeira Internacional (IFC), braço privado do Banco Mundial, garantiu nesta quinta-feira que continuará o processo de avaliação de um possível financiamento das duas fábricas de celulose próximas ao Rio Uruguai, na fronteira do Uruguai com a Argentina. Nos próximos dias, a entidade deve revelar um plano de ação para completar os estudos ambientais e sociais sobre as duas fábricas. A Argentina se opõe à obra, alegando o risco para o meio ambiente. A Corporação e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga), também pertencente ao Banco Mundial, decidirão, com base nesses estudos, se oferecerão garantias às fábricas da empresa finlandesa Botnia e da espanhola Ence. Um relatório realizado por analistas independentes identificou a necessidade de mais informação para determinar com precisão os impactos ambientais. Preocupação infundada Segundo os analistas, a preocupação com danos generalizados ao meio ambiente é "infundada". Eles pedem uma análise mais aprofundada sobre o impacto na saúde e no turismo. A IFC afirmou em comunicado que, como membro do Grupo do Banco Mundial que promove o desenvolvimento sustentável do setor privado, só financia projetos que cumpram seus padrões ambientais e sociais.

Agencia Estado,

13 Abril 2006 | 10h22

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