Banco Mundial propõe criação de fundo para epidemias

O Banco Mundial propôs, nesta sexta-feira, a criação de um fundo de emergência que poderia responder rapidamente no caso de futuros surtos de doenças, disponibilizando dinheiro para os países em crise.

MARCELLA FERNANDES, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

10 de outubro de 2014 | 15h58

Antes de iniciar uma sessão da cúpula anual do Banco Mundial com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, afirmou que gostaria de desenvolver uma proposta em conjunto com o FMI, a Organização das Nações Unidas (ONU) e bancos de desenvolvimento regionais. A equipe financeira do Banco Mundial propôs diversas soluções, incluindo um fundo emergencial para pandemias, com o estabelecimento de acordos de fundos de contingência com doadores e mecanismos de recebimento.

Kim afirmou que ainda que o foco no momento seja fazer o possível para conter o ebola, também deve ser feito um planejamento para uma possível próxima pandemia, que "poderia se espalhar muito mais rápido, matar ainda mais gente e devastar a economia global". A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sido criticada por grupos de saúde devido ao orçamento insuficiente usado na resposta à crise do ebola.

Na quinta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu que a ajuda internacional na luta contra a epidemia do vírus seja multiplicada por 20.

O Banco Mundial disponibilizou US$ 400 milhões para conter o vírus. A estimativa do Banco Mundial é que a crise provocada pelo ebola tenha um impacto financeiro de US$ 32,6 bilhões na região em dois anos, se o vírus continuar a se espalhar. A OMS divulgou nesta sexta-feira que 4.033 pessoas morreram e 8.399 foram infectadas com doença até o momento.

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