Sergei Karpukhin/Reuters
Sergei Karpukhin/Reuters

Banda Pussy Riot deveria ter sido vigiada, diz presidente russo

Vladimir Putin defendeu punição à banda punk dizendo que ela 'levou o caos' a igrejas ortodoxas

estadão.com.br,

07 de setembro de 2012 | 03h07

MOSCOU - Na primeira entrevista desde que voltou ao Kremlin, o presidente Vladimir Putin defendeu quinta-feira a punição à banda feminista punk Pussy Riot, dizendo que autoridades deveriam ter vigiado o grupo há mais tempo. Segundo Putin, uma das integrantes colocou em um grande supermercado de Moscou "anos atrás" três bonecos com slogans "pedindo a expulsão de gays, judeus e imigrantes" - episódio desconhecido da imprensa internacional.

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Depois, elas "levaram o caos" a duas igrejas ortodoxas. "Russos ainda têm memórias dolorosas dos primeiros anos do governo soviético, quando ortodoxos e muçulmanos e o clero de outras religiões foram brutalmente reprimidos. O Estado deve proteger os sentimentos das pessoas de fé", afirmou Putin a Russia Today, emissora em inglês financiada pelo Kremlin.

O líder russo falou de vários assuntos, domésticos e internacionais, em uma conversa de mais de 40 minutos. Questionado sobre a possível eleição à Casa Branca do republicano Mitt Romney, que qualificou a Rússia de "o maior inimigo dos EUA", Putin garantiu que "trabalhará com qualquer um que for eleito" e a melhora da relação "depende deles". O líder do Kremlin também criticou o apoio externo a rebeldes sírios.

Com Reuters

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