Bandas de rock defendem fim da prisão de Guantánamo

Bandas de rock, militares da reserva e ativistas de esquerda se uniram, nos Estados Unidos, para apoiar a intenção do presidente Barack Obama de fechar a prisão de Guantánamo. Músicos do Pearl Jam, do R.E.M. e Trent Reznor são alguns dos integrantes da Campanha Nacional pelo Fechamento de Guantánamo, lançada anteontem no país.

AE-AP, Agencia Estado

22 de outubro de 2009 | 14h53

Em nome da campanha, a entidade privada Arquivo Nacional de Segurança apresentou em Washington uma petição, baseada na Lei de Liberdade de Informação, pedindo a liberação de material secreto que detalhe o uso de música barulhenta para obter confissões dos detidos sob suspeita de terrorismo.

"Em Guantánamo, o governo norte-americano transformou um toca-discos em um instrumento de tortura", disse Thomas Blanton, diretor executivo da organização não-governamental independente.

Com base nos documentos publicados e em entrevistas com detentos libertados, a entidade afirma que entre a música utilizada com fins de tortura estavam obras de AC/DC, Britney Spears, Bee Gees, Marilyn Manson e outros.

Um informe de novembro de 2008 da Comissão de Forças Armadas do Senado sobre o tratamento aos prisioneiros mencionou várias vezes o uso de música alta em meio a interrogatórios.

Em um caso, os investigadores usaram música contra o mauritano Mohamedou Ould Slahi em Guantánamo. Segundo as crenças religiosas de Slahi, a música deveria ser algo proibido. Durante dez dias de julho de 2003, Slahi foi interrogado e ao mesmo tempo submetido "à luz de variada intensidade" e a uma canção chamada "Let the Bodies Hit the Floor", da banda Drowning Pool, segundo a entidade.

Uma porta-voz da Comissão Conjunta de Guantánamo, Diana Haynie, afirmou que a música estridente não é usada contra os detentos desde o terceiro trimestre de 2003.

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