Associated Press
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Bandidos matam 19 em centro de reabilitação no México

Ataque ocorreu na quinta-feira; vítimas têm idades entre 30 e 40 anos

Agência Estado

11 de junho de 2010 | 15h43

CIUDADE JUAREZ - Pelo menos 30 homens armados invadiram um centro de reabilitação para viciados em drogas na capital do Estado de Chihuahua, que faz fronteira com os Estados Unidos, e abriram fogo, matando 19 homens e deixando quatro feridos. Os assassinatos aconteceram na noite de quinta-feira no centro Fé e Vida, na cidade de Chihuahua, cerca de 350 quilômetros ao sul de Ciudad Juárez e da fronteira com El Paso, no Texas, disse o porta-voz da polícia estadual Fidel Bañuelos.

 

A ação aconteceu um dia depois de homens não identificados terem matado um homem e ferido outro num centro de reabilitação em Ciudad Juarez.

 

Os homens do centro Fé e Vida foram retirados de suas camas pouco antes das 23h e colocados, com a cabeça baixa, em um corredor, disse o diretor do centro, Cristian Rey Ramirez. Ramirez foi alertado sobre o ataque pelo pastor do centro, que telefonou para ele. "Ele me disse ''venha para cá porque eles mataram todo mundo''", disse Rey.

 

Os assassinos deixaram mensagens acusando as vítimas de serem criminosos, disse Bañuelos. Não há informações sobre o estado dos feridos.

 

As vítimas têm idades entre 30 e 40 anos e incluem um homem cego, disse o reverendo Rene Castillo, um ministro que semanalmente profere sermões no centro.

 

O presidente Felipe Calderón, cuja luta contra as drogas já resultou na morte de quase 23 mil pessoas desde que ele tomou posse no final de 2006, emitiu um comunicado condenando a ação. "São atos ultrajantes que reforçam a convicção da necessidade de lutar contra grupos criminosos que realizam ações bárbaras com toda a força legal", disse.

 

A polícia disse que dois dos maiores cartéis de droga estão tirando partido de centros de reabilitação para recrutar viciados e traficantes, geralmente ameaçando de morte os que não cooperam. Outros são mortos por dívidas de drogas ou por traírem os traficantes. Mais de 60 pessoas foram assassinadas em clínicas de reabilitação em menos de dois anos.

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