Sukree Sukplang/Reuters
Sukree Sukplang/Reuters

Bangcoc continua em tensão após 21 mortes causadas por distúrbios

Batalha campal entre manifestantes antigovernamentais e as forças de segurança deixou 800 feridos

Efe

11 de abril de 2010 | 23h05

Bangcoc continua nesta segunda-feira, 12, em tensão após viver este fim de semana sua pior onda de violência em 20 anos, com um balanço provisório de 21 mortos e mais de 800 feridos na batalha campal entre manifestantes antigovernamentais e as forças de segurança.

 

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Os "camisas vermelhas", leais ao deposto ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e que exigem a queda do Governo e eleições antecipadas, anunciaram que continuam dispostos a manter seus protestos e colapsar a cidade até conseguir seu propósito.

 

"Nunca falaremos com assassinos, temos a obrigação moral perante os falecidos de devolver a democracia a este país", afirmou Jatuporn Prompan, um dos líderes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, organizadora dos protestos.

 

Os manifestantes também responsabilizaram pelas mortes as forças de segurança, que - segundo denunciaram - usaram balas de verdade para dispersá-los.

 

A Tailândia continua imersa em uma profunda crise política desde o golpe de estado que derrubou em 2006 Shinawatra, foragido da justiça, e que desde o exílio se empenha em continuar sendo protagonista.

 

Os "camisas vermelhas" simpatizam com as classes humildes das zonas rurais do nordeste do país, inimigos da elite de Bangcoc encarnada pelo Partido Democrata de Vejjajiva.

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