Sazzad Hossain / AFP
Sazzad Hossain / AFP

Bangladesh acusa 16 por morte de mulher que foi queimada viva após denúncia de assédio sexual

Nusrat Jahan Rafi foi pressionada a retirar a acusação contra o diretor da escola religiosa que frequentava e, ao se recusar, agressores jogaram gasolina em seu corpo e atearam fogo

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 11h03

DACA - A polícia de Bangladesh anunciou nesta quarta-feira, 29, o indiciamento de 16 pessoas pelo assassinato de uma mulher de 19 anos que morreu queimada após denunciar o diretor da escola religiosa islâmica que frequentava por assédio sexual.

A morte de Nusrat Jahan Rafi em abril provocou uma onda de protestos em todo o sul da Ásia. A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasin, prometeu punir todas as pessoas envolvidas no caso.

Segundo as autoridades do país de 160 milhões de habitantes, a vítima foi atraída para o telhado da escola onde estudava, localizada no sudeste de Bangladesh. No local, um grupo de pessoas pediu que ela retirasse a denúncia de assédio sexual apresentada contra o diretor do estabelecimento.

Diante da negativa da garota, os agressores jogaram gasolina em seu corpo e atearam fogo. Ela morreu cinco dias depois, no dia 10 de abril.

A polícia informou que acusará 16 pessoas, incluindo duas mulheres que eram colegas de classe da vítima. "Serão indiciados com base na lei sobre violência contra as mulheres e crianças. Vamos recomendar a pena de morte para os 16 acusados", afirmou Mohammad Iqbal, o principal investigador do caso.

Segundo ele, o diretor da escola religiosa, Siraj Ud Doula, foi quem ordenou o assassinato, mesmo estando na prisão. / AFP

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