Abir Abdullah/Efe
Abir Abdullah/Efe

Bangladesh completa 40 anos de independência em clima de revisão histórica

Clima de revisão histórica para castigar os responsáveis dos crimes desse conflito marcou celebrações

16 de dezembro de 2011 | 09h44

NOVA DÉLHI - Bangladesh lembrou nesta sexta-feira, 16, o 40º aniversário do fim da guerra que levou à sua independência do Paquistão, em um clima de revisão histórica para castigar os responsáveis dos crimes desse conflito.

A primeira-ministra Sheikh Hasina e o presidente Zillur Rahman lideraram os atos do dia, voltados a homenagear os milhares de mortos e veteranos de guerra e a lembrar o apoio militar e político da Índia, decisivo no desfecho do conflito.

Segundo fontes do governo consultadas pela Agência Efe, o Executivo bengalês, liderado pela Liga Awami, pretende ainda conceder honras especiais a mais de uma centena de "lutadores da liberdade" de diferentes países.

Devido à população majoritariamente muçulmana, Bangladesh se tornou a ala oriental do Paquistão - do qual é separado por 1,6 mil quilômetros de território indiano - após a partilha do subcontinente.

Em 1971, as frequentes revoltas locais estimuladas pela discriminação linguística e política evoluíram para um confronto armado contra o regime burocrático-militar paquistanês, que se empenhou em reprimi-las.

A guerra durou nove meses e acabou em 16 de dezembro com a rendição de 90 mil soldados do Paquistão, mas deixou um saldo de cerca de três milhões de mortos e centenas de milhares de mulheres foram estupradas.

A primeira-ministra, no poder desde 2008, iniciou nesta legislatura uma nova tentativa de fazer justiça histórica aos crimes cometidos durante a disputa.

Em março foi formado um tribunal encarregado de julgar vários acusados, em sua maioria membros do principal partido islâmico, Jamaat-e-Islami, ao qual atribui cooperação em massacres perpetrados pelo Exército paquistanês.

 

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