Bangladesh confirma pelo menos 1.700 mortes por ciclone

Mais de 200 corpos surgem em praias do país; cerca de 3,2 milhões de moradores estão desabrigados

Agências internacionais,

17 de novembro de 2007 | 07h57

Mais 200 corpos apareceram neste sábado, 17, em várias áreas litorâneas de Bangladesh, horas depois da passagem do ciclone Sidr. Segundo o governo do país, ao fenômeno causou a morte de mais de 1.700 pessoas e a remoção de 3,2 milhões.   Veja também: Equipes buscam sobreviventes do ciclone   Navios e helicópteros militares de Bangladesh tentavam chegar a milhares de sobreviventes de um superciclone que matou pelo menos 1.723 pessoas ao atingir o empobrecido país com ventos e ondas violentos. Alguns jornais neste sábado publicaram números de até 2 mil mortos, citando relatos de jornalistas que estão em áreas devastadas.   Os corpos apareceram nas zonas litorâneas de Dublarchar, Bagerhat e Sundarban, um abrigo natural que costuma receber pescadores durante tempestades.   As organizações de ajuda ainda esperam informações sobre o destino de mais de 100 embarcações que não puderam retornar ao porto devido ao ciclone. A Marinha dos Estados Unidos está ajudando nos trabalhos de resgate e assistência às vítimas.   Autoridades de grupos de resgate descreveram os danos causados pelo ciclone, que derrubou casas e arrancou árvores e postes, como extremamente graves. A maior parte do país ficou sem energia na sexta-feira, depois que a rede elétrica caiu. Partes da cidade de Daca, capital do país e onde vivem cerca de 10 milhões de pessoas, ainda estavam sem energia neste sábado.   Antes de se transformar em tempestade tropical, o ciclone provocou uma alta de cinco metros no oceano. Muitas áreas litorâneas ficaram inundadas. Centenas de milhares de pessoas perderam as suas casas. As organizações de ajuda humanitária já trabalham nas áreas afetadas.   Pescadores desaparecidos   Oficiais do grupo de socorro Crescente Vermelha afirmaram que cerca de mil pescadores ainda estão desaparecidos na baía de Bengala, em cerca de 150 barcos. Os líderes da comunidade pesqueira de Bazar e Barisal disseram que ainda esperam que alguns dos desaparecidos retornem a salvo.   Em tempestades anteriores, barcos pesqueiros se abrigaram em florestas de mangue em Sundarban, segundo Shohel Ahmed, pescador de Barisal.   O ciclone de categoria 4 e a ondas gigantes espalharam devastação por três cidades costeiras de Bangladesh e forçaram 3,2 milhões de pessoas a abandonarem suas casas, informaram autoridades do país e grupos de resgate.   Matéria alterada às 12h50.

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