A.M. Ahad/AP
A.M. Ahad/AP

Bangladesh homenageia mortos em desabamento de prédio

Soldados, policiais e bombeiros participaram da cerimônia religiosa; 1.127 pessoas morreram no incidente

Agência Estado

14 de maio de 2013 | 14h45

DHAKA - Milhares de pessoas se reuniram nesta terça-feira, 14, no local onde o edifício Rana Plaza desabou, no dia 24 de abril, para homenagear as 1.127 pessoas mortas no pior acidente da indústria mundial de confecção.

O serviço religioso islâmico foi realizado um dia depois de o Exército ter encerrado as meticulosas buscas por corpos, que duraram quase três semanas, e ter transferido o controle da área para o governo civil, que deve concluir a limpeza do local.

Soldados vestindo roupas camufladas, policiais e bombeiros uniformizados se perfilaram perto dos parentes dos mortos. Muitos dos que participaram dos trabalhos de resgate apresentavam expressões de dor e pelo menos um soldado chorou.

Os participantes elevaram suas mãos em orações e pediram a salvação dos que perderam suas vidas quando o edifício de oito andares ruiu. Eles também pediram bênçãos divinas para os feridos que ainda estão no hospital.

O major general Chowdhury Hasan Suhrawardy, o comandante militar que supervisionou os trabalhos, agradeceu a todos os envolvidos no resgate. Ele disse que o Exército preparou uma lista com os nomes de 1.000 sobreviventes que será entregue ao governo, com a recomendação de que sejam empregados com prioridade.

Com a crescente pressão sobre Bangladesh e as marcas que produzem suas roupas no país, algumas das maiores varejistas ocidentais aderiram ao plano que vai exigir que elas paguem por melhorias em fábricas instaladas em Bangladesh.

A Italiana Benetton, a britânica Marks & Spencer e a espanhola Mango foram as mais recentes empresas a assinar um contrato que exige que elas realizem inspeções de segurança independentes na fábricas e cubram os custos das reformas. O pacto também exige que as varejistas gastem até US$ 500 mil por ano com as medidas e parem de fazer negócios com fábricas que se recusarem a fazer as melhorias de segurança.

A gigante do varejo sueco H&M, a maior compradora de roupas de Bangladesh, as britânicas Primark e Tesco; a holandesa C&A e a espanhola Inditex, proprietária da rede Zara, anunciaram na segunda-feira que adeririam ao pacto.

Outras duas empresas já haviam concordado em assinar o acordo no ano passado: a PVH, que produz roupas com as marcas Calvin Klein, Tommy Hilfiger e Izod, e a alemã Tchibo. Dentre as empresas que não assinaram estão WalMart, a segunda maior compradora de roupas em Bangladesh, e a Gap. / AP

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