Bangladesh luta para evitar epidemias após ciclone

Equipes buscam por sobreviventes do fenômeno que matou pelo menos 3.100 pessoas na quinta-feira

Efe e Associated Press,

19 de novembro de 2007 | 07h50

O Crescente Vermelho, equivalente islâmico à Cruz Vermelha, advertiu nesta segunda-feira, 19, que as vítimas do ciclone Sidr, em Bangladesh, enfrentam o risco de epidemias nos próximos dias, enquanto as equipes de ajuda chegaram pela primeira vez à ilha de Dublarchar (sul), uma das mais castigadas. Pelo menos 3.100 pessoas morreram por conta da passagem do fenômeno na quinta-feira e até 7 milhões estão desabrigadas.   Equipes de ajuda humanitária internacional trabalham com soldados do Exército em um esforço em massa para tentar liberar estradas e facilitar o acesso aos vilarejos isolados e levar suprimentos às comunidades. O Crescente Vermelho diz ainda que o ciclone pode ter deixado até 10 mil mortos no país.   "Por enquanto não há notícia de epidemias, mas o risco existe. Estamos trabalhando no terreno para evitá-las, sobretudo fornecendo água potável", assegurou um delegado da organização.   Suas palavras foram referendadas pelo Centro de Controle de Bangladesh, um organismo ligado ao Ministério de Gestão de Desastres, onde é patente a preocupação com o risco de epidemias entre os afetados pelo ciclone.   "Há risco de epidemias, e o povo continua precisando de água, comida e refúgio", declarou um funcionário do centro.   Enquanto isso, as equipes de ajuda chegaram à ilha litorânea de Dublarchar (sul de Bangladesh), uma das mais castigadas pelo Sidr. O ciclone passou na quinta-feira à noite sobre o sul e sudoeste de Bangladesh, com ventos de até 233 km/h.   "Enviei minha gente a Dublarchar com material de ajuda e medicina. A normalidade está voltando lentamente, nesta segunda os pescadores foram finalmente para o mar", disse o comissário do distrito de Bagerhat, Sahidul Islam. Islam assegurou que a ajuda em seu distrito está fazendo com que a situação para os 500 mil desabrigados da região volte "quase" à normalidade. "Nós vimos mais corpos boiando no mar", disse Zakir Hossain, um pescador do sudoeste do país.   Uma equipe médica americana chegou ao país e dois navios da marinha - cada um carregando 20 helicópteros e toneladas de suprimentos - e ofereceram ajuda ao governo de Bangladesh, segundo afirmou a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice. Os governos da Alemanha, do Reino Unido, França e a União Européia também enviaram dinheiro para o país.   Todo ano, tempestades atingem o país de 150 milhões de habitantes. O fenômeno mais mortífero foi um tufão que destruiu 80 vilarejos e matou 621 pessoas em 1996. Apenas duas pessoas foram mortas no tsunami de 2004.   Matéria alterada às 13h30.

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