Bangladesh pede ajuda humanitária para vítimas do ciclone

Exército afirma que 30% dos sobreviventes ainda não receberam auxílio; mortos podem ultrapassar 3.100

Agências internacionais,

20 de novembro de 2007 | 08h43

O governo de Bangladesh pediu nesta terça-feira, 20, por mais ajuda humanitária da comunidade internacional para os sobreviventes do ciclone Sidr, que devastou o país e matou pelo menos 3.100 pessoas desde a última quinta-feira.  Autoridades tentam alcançar as áreas mais remotas para levar ajuda aos desabrigados. O Exército afirma que cerca de 30% da população atingida ainda não recebeu nenhum tipo de ajuda nos cinco dias após a tempestade. O fenômeno atingiu 1 milhão de famílias e o número de vítimas ainda deve ultrapassar os 3 mil mortos. A maior preocupação das equipes de ajuda é garantir o acesso à água potável, para evitar a propagação de epidemias.Além disso, os desabrigados precisam urgentemente de alimento. O ciclone arrasou quase 350 mil hectares de plantações, após provocar uma enchente, com o mar penetrando 35 quilômetros no território do país e destruindo grande parte das áreas litorâneas. O clima entre os atingidos é de revolta. Muitos deles não conseguiram alimento desde a tempestade. Segundo o correspondente da BBC no país, as cenas de devastação são ainda piores na costa da Baía de Bengala. De acordo com a organização humanitária Crescente Vermelho (organização equivalente à Cruz Vermelha no Oriente), o número de mortos pode chegar a 10 mil. A Cruz Vermelha Britânica afirmou que 500 mil casas foram destruídas e 845 mil foram afetadas.  O ciclone, que passou pela costa sul do país na quinta-feira com ventos de 240 km/h, destruiu ou danificou dezenas de milhares de casas, derrubou linhas de transmissão de eletricidade e acabou com plantações que eram vitais para a população.

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