Bangladesh planeja elevar salário mínimo do setor têxtil

O governo de Bangladesh planeja aumentar o salário mínimo de mais de três milhões de trabalhadores do setor têxtil, afirmou o ministro Abdul Latif Siddique à agência France Presse, após uma série de desastres que revelou as más condições que os empregados enfrentam. Um trabalhador do setor de vestuário de Bangladesh ganha menos de US$ 40 dólares por mês, condição que o Papa Francisco comparou com o trabalho escravo.

Agência Estado

12 de maio de 2013 | 14h21

Segundo Siddique, o debate sobre o aumento salarial contará com representantes do sindicato e proprietários de fábricas. "Não há dúvida de que os salários subirão", disse ele, acrescentando que o governo também considerou o aumento do custo de vida no país antes de chegar a uma decisão.

O anúncio aconteceu após um desabamento no Rana Plaza, um complexo de vestuário de oito andares localizado no subúrbio de Daca, no dia 24 de abril. O incidente já é considerado o pior desastre industrial do país e deixou pelo menos 1.126 mortos. Mais de 3,1 mil pessoas eram empregadas nas 5 fábricas que funcionavam no prédio, segundo a Associação de Fabricantes e Exportadores de Roupas de Bangladesh. Equipes de busca ainda atuam no local à procura de vítimas.

Na quinta-feira, um incêndio em uma fábrica de roupas Daca matou oito pessoas. Outro incêndio, em novembro, matou 111 trabalhadores de vestuário, o maior na história da indústria têxtil do país. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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