Banqueiro é acusado de matar mulheres em Hong Kong

Banqueiro é acusado de matar mulheres em Hong Kong

O jovem teria assassinado uma mulher não identificada e uma indonésia que foi encontrada em uma mala na varanda de apartamento

Estadão Conteúdo

03 de novembro de 2014 | 09h29

Um banqueiro britânico é acusado de ter matado duas mulheres em um caso que chocou a cidade de Hong Kong. Segundo a polícia, Rurik George Caton Jutting, de 29 anos, teria assassinado uma mulher não identificada e uma indonésia que foi encontrada em uma mala na varanda do apartamento do acusado. Jutting compareceu à Corte do país pela primeira vez nesta segunda-feira.

Durante a audiência, o juiz leu as acusações para o réu, que se declarou ciente, e concedeu seu pedido para sair da custódia policial e ser levado à prisão.

Segundo os documentos judiciais, Jutting é de nacionalidade britânica e trabalha como banqueiro no Bank of America Merrill Lynch. A instituição financeira nega. O porta-voz do banco, Paul Scanlon, disse que Jutting trabalhava na companhia até recentemente, mas não forneceu detalhes sobre a demissão.

A polícia afirma que foi chamada ao apartamento de Jutting no distrito de Wan Chai, área nobre da cidade, na madrugada do sábado. Ao entrar no imóvel, eles encontraram uma mulher desacordada com cortes no pescoço e nas nádegas que tinha entre 25 e 30 anos. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ao investigar o apartamento, os policiais também encontraram uma mala na varanda com o corpo de uma mulher morta. A vítima também tinha cortes no pescoço e havia morrido há poucos dias. Ela foi identificada como Sumarti Ningsih, cidadã da Indonésia que havia chegado ao país com um visto de turista no início de outubro e tinha permissão para ficar em Hong Kong até esta segunda-feira.

Martyn Richmond, o advogado temporário indicado para Jutting, reclamou que a polícia impediu seu cliente de escolher um defensor de sua escolha ou entrar em contato com o consulado britânico durante o período em custódia. Ele acrescentou aidna que, se tais direitos forem concedidos, Jutting deverá cooperar com a polícia na reencenação no local do crime. O caso foi adiado até o dia 10 de novembro.

Jutting é graduado na Universidade de Cambridge e trabalhava com financiamento estruturado e operações para o Bank of America desde julho de 2013, segundo seu perfil no LinkedIn. Antes disso, ele trabalhou para o banco por três anos em Londres, após deixar seu emprego no Barclays. Fonte: Associated Press.

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