Michael M. Santiago/Getty Images/AFP
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Barack Obama aparece em vídeo incentivando votação por correio

Um dia após entrar de fato na campanha de seu ex-vice, Joe Biden, Obama publicou vídeo em tom descontraído, ensinando eleitores a votar por correspondência e pedindo votos para o candidato democrata

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2020 | 11h02

Um dia após entrar oficialmente na campanha de Joe Biden, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama voltou a se comunicar com o público americano nesta quinta-feira, 22. Em suas redes sociais, Obama publicou um vídeo incentivando o voto por correspondência, um dos principais pontos de polêmica entre democratas e republicanos na disputa eleitoral deste ano.

No vídeo, o ex-presidente diz utilizar o voto por correspondência com frequência, e explica o passo-a-passo aos eleitores, alertando que as instruções de votação são diferentes em cada Estado. Obama também reafirma seu voto em Joe Biden e Kamala Harris. "Acabei de votar por e-mail em Joe Biden e Kamala Harris. Se você está planejando fazer o mesmo, siga todas as instruções cuidadosamente e coloque-o no correio ou na urna eleitoral imediatamente. Aqui, vou te mostrar."

O ex-presidente vinha mantendo certa discrição na disputa eleitoral até a última quarta-feira, 21, quando apareceu publicamente pela primeira vez em um "comício drive-in" da campanha de Biden, realizado na Filadélfia. 

O discurso de Obama durante o evento foi um dos mais duros ataques do ex-presidente ao atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump, a quem acusou de não levar a sério o papel de presidente. "Isto não é um reality show. É a realidade", disse Obama.

"Eu nunca pensei que Donald Trump fosse abraçar minha visão de mundo ou continuasse minhas políticas. Mas eu esperava, pelo bem do país, que ele pudesse mostrar algum interesse e levar o trabalho a sério. Mas nada disso aconteceu. Até agora, ele não mostrou interesse em ajudar ninguém além de si mesmo e de seus amigos."

Obama é uma das armas mais poderosas da campanha democrata. O ex-presidente deixou o cargo em 2016 com um alto índice de popularidade, especialmente entre os negros – e o discurso desta quarta foi planejado especificamente para aumentar o apoio a Biden entre esses eleitores.

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