Barack Obama assume que país gastou demais

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um pronunciamento à nação, nesta segunda-feira, às 21h locais, (22h, no horário de Brasília), na Casa Branca, para discutir o impasse político sobre o corte no déficit do país e sobre o aumento do limite máximo da dívida pública. Segundo ele, o debate afeta diretamente a vida de todos os americanos. "Durante a última década, gastamos mais dinheiro do que deveríamos. No ano de 2000, o governo teve um superávit orçamentário, mas em vez de usá-lo para saldar nossa dívida, trilhões de dólares foram gastos, houve cortes de impostos, enquanto duas guerras e um programa de prescrição de medicamentos caros foram simplesmente adicionados ao cartão de crédito de nossa nação."

Agência Estado

25 de julho de 2011 | 23h04

Obama disse que essas medidas redundaram num déficit de US$ 1 trilhão no ano em que assumiu o cargo. Isso se somou à recessão mundial, "o que nos obrigou a gastar ainda mais, com cortes de impostos para famílias de classe média, com seguro-desemprego; em ajuda ao Estados para que professores, bombeiros e policiais não fossem demitidos." O presidente disse que agora cada família sabe que uma dívida de cartão de crédito pode se tornar incontrolável. O presidente lembrou que se a dívida não for contida, poderá causar problemas graves à nação, com desemprego e dificuldades às empresas. Segundo ele, se isso ocorrer, as taxas de juros poderão subir àqueles que necessitarem de tomar dinheiro emprestado para saldar suas dívidas. "E não teremos dinheiro suficiente para fazer investimentos na criação de empregos, na educação, em infraestrutura, ou para pagar programas vitais como o Medicare e o Medicaid."

Obama disse que está disposto a fazer esforços desde que isso se dê de maneira equilibrada entre todos. "Basicamente, temos duas formas de trabalhar esse assunto. Podemos fazer cortes severos em áreas como defesa e programas como o Medicare (na área de saúde) que atingem a todos os americanos. A outra é cobrar dos mais ricos e das grandes empresas maiores contribuições em um momento de crise", disse o presidente. Obama afirmou ainda que o Estado "não vai gastar mais" ou requerer maiores impostos da classe trabalhadora apenas por aprovar um novo teto para divida. Na sequência, o presidente democrata fez questão de salientar que tem havido uma inflexão por parte de seus opositores no debate. "Infelizmente, os republicanos têm dito que só aprovarão o projeto se o governo aceitar cortes severos em programas públicos de saúde e outras despesas", afirmou. Apesar disso, ele afirmou que ainda que confia num acordo entre os dois partidos nos próximos dias. As informações são da Dow Jones.

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