Barack Obama elogia anúncio de reformas no Bahrein

'O diálogo oferece uma oportunidade para uma reforma significativa para todos os barenitas para forjar um futuro mais justo juntos', ressaltou Obama

Efe,

28 de fevereiro de 2011 | 02h15

O presidente americano, Barack Obama, elogiou no domingo, 27, as mudanças no gabinete do governo de Bahrein e o compromisso de reformas anunciado pelo rei Hamad bin Issa al-Khalifa, informou a Casa Branca em comunicado.

A agência oficial de notícias barenita BNA anunciou no sábado uma remodelação governamental com revezamentos nas pastas de habitação, energia, saúde, trabalho e assuntos do gabinete para, segundo a imprensa local cumprir algumas das demandas sociais surgidas durante os protestos iniciados no país em 14 de fevereiro.

O presidente Obama expressou o apoio dos EUA à iniciativa de diálogo nacional proposta pelo príncipe Salman bin Hamad al-Khalifa e encorajou que seja um processo significativo, incluente, não sectário e responsável com o povo do Bahrein.

"O diálogo oferece uma oportunidade para uma reforma significativa para todos os barenitas para forjar um futuro mais justo juntos", ressaltou Obama.

O Bahrein é sede da Quinta Frota da Marinha americana e ponto estratégico para as operações militares no Golfo.

Obama destacou que como aliados que são, os Estados Unidos continuam achando que a estabilidade de Bahrein aumentará com o respeito dos direitos universais de seu povo e com reformas que cumpram com as aspirações dos barenitas.

O governo do Bahrein ofereceu à oposição participar de um diálogo nacional para negociar as reformas políticas que estão pedindo, mas os grupos opositores se negam a se sentar à mesa de negociações enquanto não forem aplicadas algumas delas.

O Exército foi retirado das ruas de Manama e, como sinal de boa vontade, as autoridades do país puseram em liberdade mais de 300 presos políticos, incluindo 23 militantes de um partido que representa os xiitas.

A comunidade xiita representa 70% da população do Bahrein e protagonizou vários protestos para exigir reformas democráticas e um papel mais representativo no reino, governado por uma monarquia sunita.

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