Barak permite atendimento médico de palestinos em Israel

Ministro da Defesa autoriza a entrada apenas de ´casos humanitários´ urgentes

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, ordenou que o Exército permita que palestinos em fuga da Faixa de Gaza, dominada pelo grupo fundamentalista Hamas, entrem em território israelense. Militares israelenses também confirmaram nesta quarta-feira, 20, que nove palestinos morreram em confrontos em Gaza e na Cisjordânia. De acordo com o anúncio, a admissão deve se restringir apenas aos "casos humanitários", o que, aparentemente, significa pessoas que necessitem de tratamento médico urgente. O número de beneficiados por essa decisão, porém, não foi anunciado. Cerca de 200 palestinos estão há dias no túnel que liga a Faixa de Gaza a Israel, depois de terem fugido das forças do Hamas, que dominaram o território na semana passada. A Suprema Corte israelense recebeu uma petição nesta quarta de uma grupo de Direitos Humanos, pedindo que autoridades oferecessem tratamento médico imediato para pelo menos 26 pacientes considerados em estado crítico em hospitais de Gaza. Sem condições sanitárias no túnel, um forte cheiro desagradável permanece no ar. Comida e água existem em pequena quantidade para as mulheres, crianças e jovens que aguardam para fazer a travessia. Ofensiva O Exército de Israel matou pelo menos dois palestinos em confrontos armados na Cisjordânia e sete na Faixa de Gaza nesta madrugada, segundo fontes médicas palestinas e comunicados militares israelenses. Quatro corpos de foram levados para hospitais de Gaza. Eles foram mortos em combates com soldados israelenses no leste do território. Médicos do hospital Nasser, na localidade de Khan Yunes, disseram que um dos mortos, de 19 anos, era militante dos Comitês Populares da Resistência. Outro era membro do braço armado do Hamas. Fontes locais disseram que os corpos de outros três palestinos, mortos por fogo israelense também perto da fronteira, continuam no local onde foram abatidos e ainda não puderam ser resgatados. Forças israelenses realizam "atividades de rotina" desde o início da madrugada desta quarta-feira em diferentes pontos da Faixa de Gaza próximos à fronteira com Israel, disse um porta-voz militar. A rádio pública israelense informou que as incursões acontecem em vários pontos do território palestino, no norte, centro e sul da faixa. Segundo uma emissora palestina, os soldados efetuaram uma incursão com tanques na região de Kisufim e chegaram até o leste de Khan Yunes. As fontes militares israelenses disseram que na Faixa de Gaza um de seus homens foi ferido pelos tiros de milicianos palestinos. Em outro tiroteio em território palestino, soldados israelenses, segundo fontes militares, enfrentaram milicianos e atiraram em três deles, que morreram. Aparentemente, são os três cujos corpos ainda não foram resgatados. No norte da Cisjordânia, forças israelenses, numa operação de detenções, mataram outros dois milicianos palestinos. Ibrahim Abed, membro das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, e Ziad Balaishi, da Jihad Islâmica, morreram num tiroteio com forças israelenses na aldeia Kfar Dan, do distrito de Jenin, informaram fontes locais. Segundo as fontes militares israelenses, uma patrulha entrou na aldeia Kufer Dan para prender os dois homens, que se refugiaram numa casa e de lá começaram a atirar. Os soldados responderam aos tiros. Pelo menos 30 veículos 4x4 militares foram usados na operação, segundo as testemunhas. Forças israelenses permanecem desde terça-feira em território da Faixa de Gaza, perto da passagem fronteiriça de Kisufim, revelou um porta-voz do Exército. Ele informou que "sua missão é destruir as infra-estruturas terroristas e impedir que milicianos do Hamas se aproximem da fronteira". O Exército israelense deteve nesta madrugada em diferentes pontos da Cisjordânia 15 palestinos. Foram oito membros do Hamas, dois do Fatah e os outros de filiação não confirmada. Matéria alterada às 09h45.

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