Tsafrir Abayov/AP
Tsafrir Abayov/AP

Barak reduz importância de divergência sobre programa nuclear do Irã com EUA

Ministro da Defesa de Israel iniciou agenda de trabalho com secretário de Defesa americano

Efe,

01 de agosto de 2012 | 10h32

TEL-AVIV - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, diminuiu nesta quarta-feira, 1, a importância das divergências entre Israel e Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano, pouco antes do início de uma reunião com o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, em Tel Aviv.

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"Há muitas coisas em comum na visão que Israel e EUA têm sobre a realidade, e temos muito a falar e a discutir, porque os problemas nos arredores são muitos e importantes", afirmou Barak, sem referir-se explicitamente ao Irã.

Panetta, que chegou a Tel Aviv na tarde de ontem, começou sua agenda de trabalho hoje com Barak e ao longo do dia se reunirá em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente desse país, Shimon Peres.

A visita foi precedida por um pronunciado debate em Israel sobre a conveniência de atacar as instalações nucleares do Irã sem o consentimento de Washington, ataque ao qual, segundo a imprensa local, se opõem os principais altos comandantes do Exército e dos serviços secretos.

Ontem à noite, em entrevista a uma emissora israelense, Netanyahu assegurou que ainda não tomou uma decisão sobre o caso, mas que, como em qualquer democracia, em Israel "os políticos tomam as decisões e os militares se limitam a produzi-las".

Um comunicado das Forças Armadas americanas, datado de Tel Aviv, destaca que os temas relativos ao Irã centrarão a agenda do secretário de Defesa.

Nos últimos dias, a imprensa local assegurou que Panetta pedirá a Israel mais tempo, até um ano e meio, para obter uma solução negociada com o Irã, e que em suas reuniões de hoje exporá a Netanyahu e Barak os planos de guerra americanos para o caso de Teerã não aceitar as exigências internacionais.

As autoridades israelenses consideram que tanto as sanções como as negociações realizadas com o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais Alemanha) fracassaram e que o Irã não pôs limite a seu programa, como exige o Ocidente.

 
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