Sergio Perez / Reuters
Sergio Perez / Reuters

Barcelona fica em alerta para possível atentado durante as festas de Natal

Departamento de Estado americano alertou para que a cidade tenha ‘muita atenção nas zonas com movimento de veículos, incluindo ônibus’; secretário regional disse que a polícia trabalha a respeito da ameaça

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2018 | 09h56

BARCELONA, ESPANHA - A cidade de Barcelona, que sofreu um atentado terrorista em 2017, acordou em alerta nesta segunda-feira, 24, após um aviso do Departamento de Estado americano sobre um possível ataque durante as festas de Natal.

"Tenham muita atenção nas zonas com movimento de veículos, incluindo ônibus, na área das Ramblas de Barcelona (...) durante as festas de Natal e ano-novo", informou o Departamento de Estado dos Estados Unidos. "Os 'Mossos de Escuadra' (a polícia regional da Catalunha) e os demais corpos policiais estão trabalhando a respeito desta ameaça", afirmou o secretário regional do Interior, Miquel Buch.

O jornal El País informou que a polícia estaria procurando um homem marroquino de 30 anos com licença para dirigir ônibus. Já o diário El Periódico de Cataluña, afirma que a polícia catalã advertiu em uma ordem interna para a possibilidade de um indivíduo tentar cometer um "atropelamento com um ônibus" em Barcelona.

A polícia da região ainda não confirmou a busca, mas admitiu um "reforço pontual das medidas de segurança em zonas de grande fluxo de pessoas". O alerta antiterrorista no país permanece no nível 4, em uma escala que vai até 5, desde 2015, mas com um reforço desde o dia 11 de dezembro pela proximidade do Natal.

Em 17 de agosto de 2017, Barcelona sofreu um atentado terrorista quando um jovem atropelou diversas pessoas na turística avenida das Ramblas, matando 14 e ferindo mais de 100. Em sua fuga, matou outra pessoa, enquanto cinco cúmplices assassinaram uma mulher algumas horas depois em outro ataque na localidade de Cambrils, quando atropelaram e esfaquearam vários pedestres. A autoria das ações foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). / AFP

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