REUTERS/Antonio Parrinello
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Guarda costeira italiana recupera 25 corpos após naufrágio no Canal da Sicília

Embarcação que partiu da Líbia e tentava cruzar o Mar Mediterrâneo teria ente 600 e 700 imigrantes ilegais, de acordo com informações da Marinha italiana e da ONG Médicos Sem Fronteiras

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 12h18

ROMA - Após o tombamento de uma embarcação de imigrantes no Canal da Sicília nesta quarta-feira, 5, fontes da Guarda Costeira confirmaram que 25 corpos foram recuperados da água a poucas milhas do litoral da Líbia.  O número de pessoas resgatadas com vida, de acordo com as mesmas fontes, chega a 400 imigrantes.

Este é o balanço provisório do incidente já que as operações continuam em curso com a participação de navios da Marinha Italiana e uma embarcação dos Médicos sem Fronteiras (MSF), entre outros.

A embarcação da MSF já abriga outros cem imigrantes socorridos durante a manhã em outra operação distinta, afirmou a porta-voz da organização, Sara Creta.

Com relação ao número de pessoas que viajavam a bordo do barco que virou, a Guarda Costeira explicou que, de acordo com o testemunho de alguns sobreviventes, poderia chegar a 600. Por sua vez, a MSF elevou este dado ao afirmar que cerca de 700 pessoas tentavam fazer a travessia no Mar Mediterrâneo.

O incidente aconteceu a cerca de 15 milhas (cerca de 24 quilômetros) do litoral da Líbia nas primeiras horas desta tarde de quarta-feira.

A central Operacional da Guarda Costeira, em Roma, recebeu um alerta da sede de Catânia (Sicília) que avisava sobre a existência de uma embarcação carregada de imigrantes e em apuros no Canal da Sicília.

Assim, a central solicitou o desvio de várias embarcações para que fossem ao local onde se encontrava o barco em problemas.

Segundo a primeira reconstrução dos fatos, os imigrantes, ao verem chegar as embarcações de auxílio, se amontoaram de um lado do barco fazendo ele tombar. / EFE e AP

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