Eitan Hess-Ashkenazi/AP/Arquivo
Eitan Hess-Ashkenazi/AP/Arquivo

Barghouti pede que 'milhões' saiam às ruas por Estado palestino

Em carta, líder palestino preso em Israel pede que manifestações sejam pacíficas; Israel teme violência

estadão.com.br,

20 de julho de 2011 | 12h12

Atualizado às 14h35

 

RAMALLAH, CISJORDÂNIA - O líder palestino Marwan Barghouti, preso em Israel, fez um chamado para que "milhões" de palestinos "marchem pelas ruas" para apoiar a proposta que será levada em setembro à ONU para o reconhecimento de um novo Estado. O advogado de Barghouti divulgou uma carta nesta quarta-feira, 20, com o pedido.

 

Com as declarações, Barghouti se torna a voz mais proeminente a convocar grandes manifestações ligadas à votação na ONU. Israel teme que os protestos se tornem violentos, particularmente por causa dos levantes que têm varrido o mundo árabe neste ano.

 

Na carta, o líder diz que a imagem de bandeiras palestinas nos territórios ocupados e ao redor do mundo aumentará o apoio à causa. Segundo a esposa dele, Fadwa, o texto foi ditado por Barghouti aos advogados dele durante uma visita recente à prisão

 

"Faço um apelo a nosso povo em nossa pátria e na diáspora para marchar pacificamente aos milhões durante a semana de votação na ONU", escreveu. O documento, segundo a AP, foi publicado por jornais palestinos e enviado a agências de notícias.

 

Com a paralisação das negociações de paz desde 2008 e sem sinais de que serão retomadas em breve, os palestinos disseram que pedirão na ONU uma votação em favor de sua independência. A aprovação na Assembleia Geral seria simbólica e teria pouco efeito prático, mas os palestinos acreditam que o endosso internacional representaria uma forte pressão para que Israel saia dos territórios ocupados.

 

Barghouti, de 51 anos, é o mais conhecido prisioneiro palestino detido por Israel. Ele cumpre cinco sentenças de prisão perpétua por sua participação em levantes armados na última década. Seu nome sempre é citado quando se discute troca de prisioneiros e ele é visto como um futuro concorrente à presidência palestina.

Com AP e Agência Estado

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