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Barítono e contralto vítimas de acidente atuaram em Barcelona

Oleg Bryjak e Maria Radner voltavam para a Alemanha após cantar na ópera ‘Siegfried’ no Gran Teatre del Liceu

O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 23h08

 DUSSELDORF, ALEMANHA

Apesar de a lista com os nomes dos passageiros e da tripulação do voo 4U9525 da Germanwings não ter sido oficialmente divulgada até o início da noite de ontem, as identidades de algumas das vítimas começaram a aparecer após parentes e amigos publicarem reações em redes sociais ou serem entrevistados por meios de comunicação locais.

Entre as vítimas mais famosas estavam o barítono alemão Oleg Bryjak, de 54 anos, que voltava de Barcelona, onde havia interpretado no Gran Teatre del Liceu o personagem Alberich da ópera Siegfried, do compositor alemão Richard Wagner.

A Casa de Ópera de Dusseldorf confirmou que o barítono estava entre as 150 vítimas do acidente. “Nós perdemos um grande artista e uma grande pessoa. Estamos chocados”, afirmou o diretor do teatro Christoph Meyer. Bryjak havia atuado em palcos de todo o mundo, entre eles Paris, Zurique, Londres, São Paulo e Toronto.

De acordo com a casa de ópera espanhola Gran Teatre del Liceu, a contralto alemã Maria Radner, que participou do mesmo espetáculo que Bryjak interpretando a deusa Erda, também estava no voo. Maria estaria acompanhada de seu marido e do filho. A contralto alemã, de 33 anos, despontava no cenário operístico como um dos novos talentos. Na ópera Siegfried, era a substituta da veterana e consagrada Ewa Podlés.

Salvos. Um time de futebol da terceira divisão da Suécia escapou do acidente após uma mudança de planos momentos antes do embarque. O Dalkurd FF, de Borlange, pegaria o voo até Dusseldorf, onde faria uma conexão para seu país.

Ainda no aeroporto de Barcelona, os jogadores e a comissão técnica desistiram do embarque por considerar o tempo de espera da escala na cidade alemã muito longo. Os atletas e funcionários da equipe foram divididos em outros três voos que fizeram escalas em Zurique e Munique.

O diretor esportivo, Adil Kizil, afirmou ao jornal Aftonbladet que a equipe se salvou por pouco. “De fato, tomaríamos aquele avião. Quatro aviões se dirigiam ao norte passando pelos Alpes. Tínhamos jogadores em três deles. Podemos dizer que tivemos muita sorte.” O Dalkurd FF é um clube da comunidade curda na Suécia.

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