Barr anuncia candidatura independente para Presidência dos EUA

O ex-deputado republicano Bob Barrafirmou na segunda-feira que concorreria à Presidência dosEstados Unidos como candidato independente, o que poderia tiraralguns votos do candidato republicano, John McCain. Barr disse que nem McCain nem o democrata Barack Obama, quelidera a disputa pela vaga de seu partido nas eleiçõespresidenciais, conseguiria controlar um governo que ficoupoderoso demais após os ataques de 11 de setembro de 2001. "Um voto pelo status quo é real e verdadeiramente um votoperdido porque não ajudará em nada", afirmou Barr. Na condição de deputado pelo Estado da Geórgia, entre 1995e 2004, Barr atuou como um conservador inflexível e foi um doslíderes do processo de impeachment contra o ex-presidentedemocrata Bill Clinton. No entanto, há alguns anos ele rompeu laços com o atualgoverno dos EUA, comandado por George W. Bush, devido a umprograma de vigilância interna. A candidatura de Barr poderia complicar a situação deMcCain, que enfrenta dificuldades para unir os conservadores emtorno de seu nome. Cerca de um quarto dos eleitores que participaram dasprévias do Partido Republicano realizadas na semana passada emIndiana e na Carolina do Norte votaram em outros candidatos quenão McCain. O pré-candidato republicano Ron Paul, apontado comoliberal, não abandonou formalmente a disputa pela vaga dopartido nas eleições presidenciais, já assegurada por McCain. Barr disse que vários membros de seu ex-partido pediram aele que não concorresse. Mas Barr afirmou que seus simpatizantes "não gostariam deserem vistos como pessoas entusiasmadas em votar em JohnMcCain, se é que esse tipo de coisa existe". O comitê de campanha de Barr, então informal, disse emabril que, segundo uma pesquisa encomendada, o candidatoconseguiria cerca de 7 por cento dos votos na eleição nacional. Porém, o pleito de novembro, no qual se enfrentariamprovavelmente McCain e Obama, não deve ser apertado osuficiente para que a participação de um candidato independenteafete o resultado final, afirmou o professor Cal Jillson, daUniversidade Metodista do Sul. "Acho que estamos em um ciclo eleitoral, em 2008, que pendede forma clara para os democratas", afirmou Jillson. "Noentanto, se Obama tropeçar e McCain se aproximar, há apossibilidade" de que um terceiro candidato determine oresultado final.

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