Barras de urânio desaparecem na Itália

Os serviços de segurança italianos estão em busca de sete barras de urânio enriquecido que poderiam ser de interesse de grupos terroristas, publicou hoje o jornal La Repubblica. Tais barras faziam parte de um lote de 23 unidades vendidas em 1971 por uma empresa norte-americana ao Zaire e das quais oito desapareceram em 1997. De acordo com o diário romano, um ano mais tarde, pistas do material foram encontradas na Itália pela polícia aduaneira. As barras estariam em mãos de um bando criminoso italiano. O jornal conta que um agente policial se fez passar por um comprador em potencial representando um "Estado árabe" e, depois de várias reuniões, concluiu um acordo para a compra. Durante as negociações, organizadas nos subúrbios de Roma, os membros da polícia recuperaram uma das oito barras. Segundo o jornal, a busca pelas outras sete barras restantes continuam, porém sem resultado concreto até agora. As barras, de 90 centímetros de comprimento, são compostas de 40 gramas de urânio 235 e 150 gramas de urânio 138 enriquecido a 20%. Cada barra custa aproximadamente US$ 1 milhão. O diário relata que nas atas do processo existem várias perícias que certificam que o urânio enriquecido a 20% "não é suficiente para construir bombas nucleares".

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