Base afegã onde está o príncipe Harry é atacada

Um ataque contra o Camp Bastion, no sul do Afeganistão, base onde o príncipe Harry presta serviço militar, deixou dois soldados mortos na noite de ontem, afirmou a Otan, acrescentando que o terceiro na sucessão ao trono britânico não se feriu na ação. Na segunda-feira, o Taleban ameaçou matar ou sequestrar o neto da rainha Elizabeth II, que deverá ficar no país por quatro meses, pilotando helicópteros em missões de combate contra o grupo islâmico.

CABUL, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 03h02

Uma autoridade de Defesa dos EUA que pediu para não ser identificada afirmou que os mortos eram fuzileiros navais americanos. O ataque, atribuído ao Taleban, os milicianos utilizaram armas leves e morteiros foi efetuado por volta da meia-noite (17 horas em Brasília), informou o sargento Bob Barko Jr.

"De acordo com as informações que temos, o príncipe Harry, conhecido como 'capitão Gales', está fora de perigo", declarou à agência France Press.

Depois do ataque, nenhuma outra atividade de insurgentes foi registrada no entorno da base, situada na Província de Helmand. O sargento afirmou que pelo menos outros cinco soldados da Otan ficaram feridos.

Nenhum detalhe sobre o número de insurgentes que participaram da ação foi divulgado, nem sobre mortes entre os milicianos.

Harry cumpre no Afeganistão sua segunda missão militar. "Faremos todo o possível para matar o príncipe e os outros membros das forças britânicas em Helmand", disse Zbihula Mujahid. "Não queremos capturá-lo, queremos matá-lo", acrescentou o porta-voz do grupo islâmico em uma entrevista por telefone. Mujahid acrescentou que o Taleban tem "um plano muito importante" contra Harry.

O príncipe chegou na semana passada a Camp Bastion, pouco depois de imagens dele sem roupas, jogando bilhar em um quarto de hotel em Las Vegas, serem divulgadas pela imprensa.

Sua missão anterior no Afeganistão, iniciada em dezembro de 2007, foi mantida em segredo até que a mídia a revelou, o que determinou, por razões de segurança, a repatriação imediata do príncipe, após dez semanas em ação, em março de 2008. / AFP

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