Distribution Airbus DS/Handout via REUTERS
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Base de lançamento de foguetes da Coreia do Norte está operacional, dizem analistas

Centro foi montado rapidamente depois do fracasso da reunião de cúpula na semana passada no Vietnã entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2019 | 15h33

WASHINGTON - Dois centros de monitoramento do programa nuclear da Coreia do Norte alertaram nesta quinta-feira, 7, para a reconstrução de uma base de lançamento de foguetes, que agora está novamente operacional, depois do fracasso da reunião de cúpula na semana passada no Vietnã ente o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un

Com base em novas imagens feitas por satélite na quarta-feira, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) e o 38 North, afirmam que as instalações do Sohae retornaram ao seu estado normal de operação. Na véspera, dois centros de análise haviam informado, com base em imagens feitas no início de março, uma reconstrução que teria iniciado logo antes ou logo após a cúpula de Hanói.

Trump afirmou na quarta-feira que se sentia "muito, muito desapontado" com o líder norte-coreano se essa informação for confirmada. 

Seu conselheiro para a segurança nacional, John Bolton, foi na mesma linha nesta quinta-feira. “Seria muito, muito decepcionante se eles tiverem tomado esta direção”, declarou ao canal Fox News. “Vamos estudar a situação com atenção. É muito cedo para tirar conclusões definitivas.”

De acordo com especialistas da 38 North, a reconstrução de instalações, incluindo uma plataforma de lançamento e um local para os testes dos motores de foguete, foi feita em um ritmo muito rápido. 

“Isso mostra que a Coreia do Norte pode rapidamente, sem hesitação, tornar reversíveis todas as medidas tomadas para desmantelar seu programa de armas de destruição em massa”, afirmou o CSIS. "Este é um desafio para o objetivo americano de uma desnuclearização definitiva, irreversível e verificável.”

Para os especialistas do CSIS, as ações norte-coreanas são uma afronta à estratégia diplomática do presidente e demonstram o desafio da Coreia do Norte depois da recusa de Trump de levantar as sanções econômicas durante a sua reunião em Hanói.

Embora Pyongyang não tenha falado publicamente sobre suas atividades em Sohae, o regime denunciou, através de sua agência oficial de notícias KCNA, o exercício militar conjunto em andamento entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, ainda que significativamente reduzidos desde que Donald Trump decidiu acabar com as manobras em larga escala para reforçar o aquecimento das relações com o Norte. 

“As atividades ameaçadoras entre os exércitos sul-coreano e americano constituem uma violação injustificada à declaração conjunta entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte e às declarações Norte-Sul”, escreveu a agência. /AFP

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