Kevin Lamarcque/Reuters
Kevin Lamarcque/Reuters

Bastidores do poder: grupos dividem a atenção de Trump

Nacionalistas contra ‘democratas’ na Casa Branca

Philip Rucker e Robert Costa / THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2017 | 05h00

Dentro da Casa Branca, eles são chamados de “Os Democratas”. Desinibidos e bem educados, o grupo de financistas de Manhattan, agora assessores de Donald Trump, está causando um racha no governo. Gary Cohn e Dina Powell, ex-executivos do Goldman Sachs, trabalham alinhados com Ivanka, filha mais velha do presidente, e seu marido, Jared Kushner. Nos bastidores, eles enfrentam resistência da ala nacionalista, comandada pelo estrategista Steve Bannon e pelo chefe de gabinete Reince Priebus. 

Ódio, ciúmes e suspeitas marcaram os três primeiros meses da presidência. A briga entre esses dois grupos para determinar o protocolo e ver quem tem mais acesso ao presidente é responsável pelo vazamento de informações para jornalistas e pela mensagem confusa de Trump com relação a temas importantes.

Com base no depoimento de 18 pessoas ligadas ao presidente, que relatam a batalha de egos na Casa Branca, os nacionalistas estão vencendo a guerra. Um episódio reflete bem o conflito. Na semana passada, após um evento com industriais em Michigan, Trump tinha duas opções: aceitar o convite do premiê do Canadá, Justin Trudeau, para assistir a uma peça da Broadway, em Nova York, ou fazer um comício para suas bases no Tennessee. 

Trump seguiu os conselhos de Bannon e foi discursar em Nashville. “A tensão é real”, confirma um de seus assessores. O grupo de Cohn, porém, tem uma relação próxima com os bilionários do gabinete de Trump e ainda não está claro quem vencerá a queda de braço. 

 

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