´Batalhões de Jerusalém´ reivindicam violação de trégua

Os "Batalhões de Jerusalém", braço armado da Jihad Islâmica, reivindicaram o disparo de foguetes Qassam contra a localidade israelense de Sderot após a entrada em vigor do cessar-fogo proposto por outras facções palestinas e aceito por Israel, que retirou suas tropas de Gaza. O grupo armado violou o acordo em aparente dissidência com sua liderança política, que aderiu na noite do último sábado à trégua organizada pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, com representantes das facções armadas. Outro grupo que não aprovou essa proposta, e desmentiu ter negociado seu consentimento com Haniyeh, é o dos "Batalhões de Abu Rish", dissidentes do movimento nacionalista Fatah. O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, advertiu na manhã deste domingo em um debate com autoridades militares que Israel "tem interesse em manter a calma, mas reagirá com a máxima energia se (os palestinos) atacarem a população civil". Por sua parte, porta-vozes das facções que propuseram o cessar-fogo agendaram uma reunião na noite deste domingo em Gaza para "avaliar" a reação de Israel à sua proposta unilateral, embora condicionada a que este país também suspenda suas operações militares na Faixa de Gaza. O porta-voz do Governo de Haniyeh, Ghazi Hamad, declarou neste domingo que o lançamento de foguetes Qassam por milicianos da Jihad Islâmica contra o povoado de Sderot, no sul de Israel, é "uma violação do acordo e do consenso palestino".

Agencia Estado,

26 Novembro 2006 | 08h26

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