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Bayrou cresce nas pesquisas e gera empate técnico na França

Duas novas pesquisas eleitorais divulgadas nesta quinta-feira mostraram que a disputa presidencial na França está ficando cada vez mais complicada. De acordo com sondagens do instituto CSA e do BVA Orange, o centrista François Bayrou dobrou seu número de votos, encostando nos dois principais candidatos, o conservador Nicolas Sarkozy e a socialista Ségolène Royal. Um dia depois de revelar que praticamente metade dos franceses ainda não escolheu seu candidato, o instituto CSA divulgou nova pesquisa na qual Sarkozy lidera com 26% dos votos, seguido por Ségolène com 25% e Bayrou com 24%. O candidato centrista subiu 7 pontos porcentuais em relação à última pesquisa do instituto divulgada no final de fevereiro. Sarkozy e Ségolène perderam respectivamente 3 e 4 pontos.Desde o começo de 2006, Bayrou subiu mais de 15 pontos nas pesquisas, passando de 9% das intenções de voto para os atuais 24%.Já a pesquisa BVA Orange deu um pouco mais de folga para Sarkozy, com 29% dos votos, seguido por Ségolène com 24% e Bayrou com 21%.Bayrou afirmou nesta quinta-feira em Bruxelas, onde fez um discurso sobre o futuro da Europa, que sabe que será o novo alvo na campanha presidencial. "Vou precisar de uma defesa sólida para resistir a todos os tipos de acusações."A esquerda francesa já partiu para o ataque, qualificando o adversário de Ségolène de "fraude". O ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius disse que é vital que "desmistifique a operação Bayrou" e que ele deve ser exposto como um candidato da direita. A plataforma de Bayrou se baseia na criação de empregos, melhoria da situação nos voláteis subúrbios, diminuição de gastos do governo e fortalecimento da França como líder na União Européia. Apesar de ser visto como uma nova opção, o candidato centrista é um político de carreira. Concorreu à presidência em 2002, quando recebeu apenas 6,8% dos votos e foi ministro da educação nos anos 90. Desde 1998, ele é líder do partido União pela Democracia Francesa (UDF), criado em 1970 pelo ex-presidente Valery Giscard d´ Estaing.Disputa direita-esquerdaBayrou, que vem se apresentando como "terceira opção" para os eleitores franceses, parece estar se beneficiando da desilusão dos franceses com a eterna disputa entre esquerda e direita. "A divisão esquerda e direita não funciona mais como antes. O crescimento de Bayrou é um exemplo disso", afirmou Stephane Rozes, diretor do CSA ao jornal Le Parisien.A favor do centrista também estão os índices de rejeição de seus adversários e as recentes acusações de fraude em relação a propriedades dos dois candidatos.Em recente declarações ao jornal The New York Times, Bayrou afirmou que os franceses querem um presidente que os una e não os divida. "A verdade é que minha eleição será a expressão de que a França quer se redescobrir."

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