BBC diz que não há confirmação do assassinato de jornalista

A empresa de comunicação pública britânica BBC afirmou neste domingo, 15, que estava "profundamente preocupada" com o anúncio que seu correspondente em Gaza, Alan Johnston, tenha sido executado, mas ressaltou que não há "confirmação independente" do fato.Uma organização palestina até agora desconhecida, "Brigadas da Jihad e do Monoteísmo", assegura em comunicado que matou o jornalista, seqüestrado há mais de um mês, segundo as edições eletrônicas de vários jornais israelenses."A BBC está consciente dessas informações, mas não temos uma confirmação independente", indicou a cadeia pública em comunicado. "Estamos profundamente preocupados com isso que estamos vendo, mas sublinhamos que, a esta altura, é um rumor sem confirmação independente", acrescentou.Também o Ministério de Assuntos Exteriores britânico está investigando as informações. "Estamos conscientes dessas informações e estamos investigando", se limitou a dizer à agência EFE um porta-voz do Foreign Office.As informações não foram confirmadas pelas autoridades palestinas nem pelo sindicato de jornalistas palestinos e nem pela "BBC".No comunicado, o grupo assegura que a execução de Johnston, de 44 anos e que trabalhou para a BBC em Gaza durante os últimos três anos, foi filmada.Os pais do correspondente fizeram na quinta-feira, quando completou um mês de seu desaparecimento, um apelo emotivo a seus seqüestradores para que o libertem.Nesse dia, o diretor-geral da BBC, Mark Thomson, informou que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, tinha assegurado que Johnston estava vivo e bem.ANPA Autoridade Nacional Palestina (ANP) disse neste domingo que não tem provas da veracidade dos "rumores" da morte do jornalista."Por enquanto, só me consta que são rumores, e esperamos que Johnston esteja vivo porque a última coisa que nós, palestinos, precisamos é ver um ato desprezível como este", afirmou o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, em entrevista coletiva concedida na cidade de Ramala, na Cisjordânia.Erekat acrescentou que "o único que se consegue" com atos como este é "destruir" os palestinos. O negociador pediu a libertação de forma "imediata e incondicional" do jornalista, e não a divulgação de "rumores"."Johnston estava em Gaza para cobrir a informação, e não para criá-la, e seu lugar agora é com sua família", destacou.O ministro do Interior da ANP, Hani Kawasmi também afirmou neste domingo que não tinha nenhum tipo de informação sobre Johnston.

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