BBC e Gordon Brow comemoram libertação de jornalista

Alan Johnston é respeitado e é considerado amigo dos palestinos

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h28

A libertação de Alan Johnston, o jornalista da BBC, após 114 dias de cativeiro em Gaza, foi comemorada pela rede britânica de televisão e rádio. "Esta é uma notícia maravilhosa para sua família, amigos, colegas e para todos os que no mundo todo demonstraram seu apoio nos últimos 114 dias", diz a nota da rede.Johnston, de 45 anos de idade, foi entregue na terça-feira, 3, por seus seqüestradores, do Exército do Islã, a dirigentes do Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 14 de junho.Os pais de Johnston, Graham e Margaret, e sua irmã, Katriona, disseram estar "transbordando de alegria".O primeiro-ministro britânico Gordon Brown também expressou sua satisfação nesta quarta-feira, 4, pela liberação do correspondente da BBC em Gaza. "Estou feliz com a boa notícia da liberação de Alan Johnston. Isso vai ser uma imenso alívio para sua família e amigos assim como para todos que participaram de sua liberação", declarou o primeiro-ministro. Liberado na madrugada desta quarta-feira, 4, Johnston, de 45 anos, foi seqüestrado na Faixa de Gaza no 12 de março passado, onde trabalhava como correspondente há três anos. A trajetóriaJohnston é o jornalista que mais tempo passou seqüestrado na Faixa de Gaza. Experiente repórter, ele ganhou o respeito da rede pública britânica e a quem muitos palestinos consideram um "amigo".Ele nasceu na Tanzânia em 17 de maio de 1962, na Tanzânia, e é filho de pais escoceses. Em 1991 entrou para a BBC como subdiretor do Serviço Mundial de notícias. Trabalhou depois, entre 1993 e 1995, como correspondente em Tashkent, capital do Uzbequistão. Esteve em Cabul, quando o Afeganistão ainda estava sob controle do regime radical taleban, derrubado em 2001 pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.Após seu trabalho na capital afegã, Johnston retornou para Londres, onde trabalhou na redação do Serviço Mundial da BBC.Em abril de 2005, aceitou o posto de correspondente em Gaza durante três anos. No momento de seu seqüestro, em 12 de março, era o único repórter estrangeiro com base permanente no território palestino. Uma reportagem sobre a vida no Afeganistão após a queda dos talebans lhe rendeu o Prêmio Sony Radio Academy, o mais prestigioso do rádio no Reino Unido."É seu trabalho que nos traz a cada dia informações dos problemas dos palestinos na Faixa de Gaza", comentou certa vez Paul Adams, correspondente diplomático da rede britânica.Para o ministro da Informação da Palestina, Mustafa Barghouti, descreveu o jornalista como "um amigo do povo palestino, que fez muito pela sua causa".De acordo com Marwan Barghouti, secretário-geral do movimento nacionalista Fatah na Cisjordânia, preso em Israel desde 2002, o britânico é "um amigo do povo palestino".

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