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BBC se recusa a divulgar pedido de ajuda a palestinos

Ministros e políticos da oposição do Reino Unido criticaram a BBC hoje por ter se recusado a mostrar um pedido por levantamento de donativos para os palestinos na Faixa de Gaza feito pelo Comitê de Emergência para Desastres, que é um guarda-chuva para grupos que incluem a Cruz Vermelha, Oxfam e Save the Children. A BBC disse que rejeitou o anúncio porque ele poderia prejudicar sua reputação de imparcialidade e porque a emissora não poderia assegurar que a ajuda chegaria às regiões necessitadas. As principais emissoras privadas do Reino Unido também recusaram o anúncio inicialmente, mas hoje a ITV e o Canal 4 mudaram de ideia e afirmaram que irão mostrá-lo. Outra emissora importante, a Sky, ainda não decidiu o que fazer. A Al-Jazeera, sediada no Catar, disse que vai mostrar o comercial em sua rede na Inglaterra, que está disponível via satélite. A BBC já deu tempo livre a anúncios anteriores do Comitê. Os pedidos levantaram milhões de dólares para vítimas da guerra e de desastres naturais no Congo, Mianmar e em outros países. Mas o diretor-geral da BBC, Mark Thompson, disse que a crise em Gaza é diferente porque se trata de uma questão "em andamento e altamente controversa". O Secretário de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, Douglas Alexander, disse que a BBC tomou a decisão errada. Ele pediu que a reconsiderasse, "para reconhecer o imenso sofrimento humano" e para evitar que a emissora seja criticada por não levar o sofrimento das pessoas em Gaza tão a sério quanto o de pessoas de outros conflitos. O ministro da Saúde, Ben Bradshaw, chamou a decisão da BBC de inexplicável e acusou a emissora, que é financiada com dinheiro público, de ter se curvado às pressões do governo israelense. ProtestosCentenas de manifestantes reuniram-se em frente ao prédio da BBC no centro de Londres hoje para protestar contra a ação militar de Israel no território palestino. Cerca de 1,3 mil palestinos e 13 israelenses foram mortos durante os ataques, que duraram três semanas.

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