BC iraniano diz que sanções equivalem à 'guerra militar'

O presidente do Banco Central do Irã, Mahmoud Bahmani, afirmou nesta terça-feira que o aumento das sanções impostas pelo Ocidente ao país equivalem a uma "guerra militar", que requer novas táticas para ser superada. Ele anunciou a criação de um grupo especial para enfrentar as sanções. Bahmani disse que estabeleceu um "quartel-general no Banco Central, que reúne-se diariamente", cuja missão é "lidar com as sanções".

AE, Agência Estado

31 de julho de 2012 | 11h54

Durante a inauguração de uma unidade produtora de combustível em Teerã nesta terça-feira, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad chamou as medidas contra o país de ridículas: "É muito engraçado. Eles (o Ocidente) usam o petróleo como arma política contra um país que produz petróleo. Esse é um comportamento ridículo."

Os líderes do Irã vêm insistindo que o país pode aguentar as sanções internacionais impostas para refrear seu programa nuclear. A União Europeia, que já chegou a ser responsável por 18% das exportações de petróleo iranianas, encerrou todos os contratos com Teerã em 1 de julho. Enquanto isso, os Estados Unidos pressionam importantes consumidores de petróleo na Ásia, como a Índia e Coreia do Sul, a procurarem outros fornecedores. O presidente do Banco Central disse para a agência de notícias oficial que as sanção "não são menos do que uma guerra militar", e acrescentou que o Irã precisa responder com suas próprias medidas econômicas.

Os países Ocidentais e seus aliados temem que Teerã possa eventualmente produzir armas atômicas, o que os iranianos negam, dizendo que o programa nuclear tem fins pacíficos. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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