''BCs ajudaram a evitar uma catástrofe global''

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou ontem, em Londres, que os bancos centrais ajudaram a evitar nos últimos meses uma "possível catástrofe" econômica global. "O mundo ainda não está fora da crise, mas agora já vemos o fim do túnel."

REUTERS E AFP, O Estadao de S.Paulo

06 de setembro de 2009 | 00h00

Ele destacou que ainda há uma série de problemas sociais a serem solucionados mundo afora, especialmente em relação ao desemprego. Na avaliação do executivo, os índices continuarão em alta nos próximos meses, já que as medidas adotadas pelo G-20 necessitam de algum tempo para dar frutos.

Ele classificou como "muito boa" a reunião em Londres, especialmente pelo alto nível de consenso entre as delegações presentes. "Esta é a primeira vez que temos uma enorme cooperação de todos os países."

Além disso, observou Strauss-Kahn, os membros do G-20 acertaram ao decidir que ainda não é o melhor momento para reduzir os estímulos dados às economias no auge da crise internacional.

Sobre a regulação dos bancos para os bônus dados aos altos executivos, ele afirmou que o assunto não é o único problema do setor a ser resolvido daqui para a frente.

Strauss-Kahn anunciou, ainda, que a instituição obteve US$ 500 bilhões de fundos complementares, decididos na reunião de chefes de Estados do G-20 em abril. "Está fechado", comemorou o dirigente, destacando que a instituição conseguiu mais que o previsto. Nos últimos dias, a União Europeia prometeu US$ 175 bilhões, bem acima dos US$ 100 bilhões iniciais. A China se comprometeu com US$ 50 bilhões e a Índia, com US$ 10 bilhões.

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