Bebê clonado será testado ao chegar hoje em casa

Ao chegar hoje à sua casa nos EUA, Eva, o suposto clone humano do sexo feminino identificado por este nome, não terá a habitual e calorosa recepção dada à maioria dos recém-nascidos. Ao chegar com sua mãe de algum lugar a uma cidade americana nesta segunda-feira, Eva será quase que imediatamente submetida a um teste de DNA que deverá determinar se a afirmação de que foi clonada é verdadeira. "O bebê está indo para casa e, uma vez em casa, será possível enviar até lá um especialista independente e, depois de colhida a amostra, veremos", disse Brigitte Boisselier, executiva-chefe da empresa Clonaid, filiada a uma seita religiosa que acredita que atribui a alienígenas vindos do espaço o dom da vida sobre a Terra. "Se uma amostra for colhida na segunda-feira, talvez até o final desta semana ou no início da próxima poderemos ter todos os detalhes", disse Boisselier, referindo-se ao teste genético necessário para comprovar se a criança é realmente um clone. No domingo, Boisselier disse que Eva havia sido examinada por um pediatra e que ela estava "indo bem". Antes, Boisselier havia dito que a mãe da criança é americana mas não deu mais detalhes. Nem ela nem a porta-voz da Clonaid, Nadine Gary, disseram de que lugar dos EUA é a mãe, nem onde a criança nasceu, ou para qual cidade americana ambas se dirigiam. As duas disseram que os detalhes seriam guardados em segredo para proteger a menina e sua família. Os comentários feitos por Boisselier no domingo ocorreram dois dias após ela anunciar em uma entrevista à imprensa na Flórida que os cientistas da Clonaid haviam produzido o primeiro bebê clonado. Disse que uma menina saudável de 3,15 quilos havia nascido de uma operação cesariana na quinta-feira, e que a criança era a cópia fiel de sua mãe. Boisselier não apresentou nenhuma prova científica, não mostrou fotos nem exibiu o bebê e sua genitora, a quem qualificou como uma mulher de 31 anos cujo marido tem problemas de fertilidade. Como prova convincente de que Eva é um clone, Boisselier disse que havia aceitado uma proposta do ex-editor de Ciência da rede ABC de notícias, Michael Guillen, que escolheu uma equipe de especialistas para colher o DNA da mãe e da recém-nascida e submetê-lo a testes.

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