BEBÊ É RETIRADO DE VOO POR 'SEGURANÇA'

Nome de criança estava em lista do terror dos EUA

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2012 | 03h07

Uma menina de 1 ano e 6 meses e seus pais foram retirados de um avião da JetBlue Airways na Flórida porque o nome da criança estava numa lista de segurança de pessoas que não podem voar, o que foi considerado pela companhia aérea uma "falha de computador".

Uma porta-voz da JetBlue disse ontem que a companhia estava investigando o incidente ocorrido no dia 8 no aeroporto de Fort Lauderdale, no Estado americano da Flórida, e pediu desculpas à família de New Jersey, cuja ascendência é da região do Oriente Médio. "Acreditamos que isso ocorreu por um problema de computador", afirmou a JetBlue por meio de um comunicado. "Nossos tripulantes seguiram os protocolos apropriados e pedimos desculpas à família envolvida nessa circunstância lamentável."

A Administração de Segurança do Transporte dos EUA (TSA) foi chamada ao portão de embarque pela empresa aérea depois de uma breve entrevista com os pais da menina e da confirmação da proibição da passageira de viajar por meio do seu sistema de veto. "A agência determinou que a companhia aérea tinha erroneamente indicado que a criança estava em uma lista de vigilância do governo", afirmou um porta-voz da TSA.

A TSA disse que a família foi autorizada a voltar ao avião, mas os pais disseram a uma emissora de televisão local que se sentiram humilhados e desconfortáveis em voar para casa no mesmo avião.

"Fomos colocados em exposição como um número de circo porque a minha mulher usa um hijab (tipo de véu islâmico)", informou o pai da criança à WPBF 25 News, afiliada local da rede de TV ABC, em West Palm Beach. Ele acrescentou que achava que sua família foi vítima de discriminação em razão de ter sua origem no Oriente Médio.

O nome dos envolvidos no incidente não foi divulgado.

Os sistemas de segurança nos aeroportos americanos foram reforçados nos últimos dias por causa de um frustrado plano da rede terrorista Al-Qaeda de explodir um avião de passageiros dos EUA em pleno voo. O terrorista suicida designado pelo grupo para desfechar o atentado era, na verdade, um agente duplo saudita que colaborava com a CIA e tinha se infiltrado num campo de treinamento no Iêmen. / REUTERS

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