Beduínos sequestram trabalhadores chineses no Sinai-fontes

Beduínos da região do Sinai no Egito sequestraram 25 operários chineses de uma fábrica de cimento nesta terça-feira, exigindo que as autoridades libertem da prisão membros de sua tribo, disseram fontes da tribo.

REUTERS

31 de janeiro de 2012 | 12h42

"Nós não iremos libertar os chineses até que nossa exigência pela libertação destes filhos do Sinai seja cumprida", disse um dos beduínos, que pediu anonimato.

Os operários foram sequestrados quando seguiam para uma fábrica de cimento no Sinai. Eles eram mantidos reféns em uma tenda perto de uma estrada que os beduínos bloquearam para pressionar por sua exigência, disseram as fontes.

Elas disseram que os companheiros da tribo foram presos entre 2004 e 2006 como parte de uma investigação sobre ataques a bomba no resort de Taba, na costa do Mar Vermelho no Sinai, em que 31 pessoas foram mortas.

Autoridades da área de segurança estavam negociando a libertação dos operários chineses, disse uma fonte da segurança.

Os moradores do Sinai dizem ser negligenciados pelo Cairo e atacam delegacias de polícia e bloqueiam o acesso a cidades, vilarejos e instalações industriais para mostrar seu descontentamento.

A isolada região desértica está mergulhando cada vez mais na criminalidade desde que um levante popular derrubou o presidente do Egito há um ano e desmantelou o aparato de segurança.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que vários imigrantes que tentam chegar a Israel, muitos deles somalis e etíopes, estão sendo mantidos reféns em troca de resgate na área.

O último sequestro acontece depois que 29 trabalhadores chineses foram feitos reféns por rebeldes no Estado fronteiriço de Kordofan do Sul, no Sudão, no sábado.

A China enviou uma equipe de autoridades ao Sudão e pediu que Cartum buscasse a libertação imediata dos trabalhadores.

(Reportagem de Yousri Mohamed)

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