Belarus pede para que UE e EUA suspendam sanções contra o país

O presidente de Belarus, Alexander Luskahenko, fez um apelo ao Ocidente na terça-feira, pedindo para que sejam suspensas as sanções contra seu país, apesar das acusações de monitores ocidentais, que dizem que as eleições do fim de semana não cumpriram os padrões aceitáveis. "Queremos que vocês suspendam as sanções que introduziram e que ofendem todo o povo bielorusso", disse Luskahenko à Anne-Marie Lizin, monitor-sênior. "Por que vocês ergueram uma cortina de ferro contra nós? Essa cortina de ferro deve ser removida". A União Européia e os Estados Unidos acusam Belarus de violar direitos fundamentais durante os 14 anos em que Luskahenko está no poder e, por isso, impuseram sanções contra o ex-Estado soviético, incluindo a proibição da visita do presidente e medidas punitivas contra empresas bielorussas. Autoridades bielorussas dizem que as sanções políticas intimidam potenciais investidores. Eles estão especialmente descontentes com a proibição norte-americana do comércio com a gigante petrolífera Belneftekhim, que corresponde a um terço dos ganhos internacionais do país, que tem 10 milhões de habitantes. Nenhum dos 78 candidatos da oposição liberal ou nacionalista obteve um assento nas eleições parlamentares, realizadas no domingo. O relatório dos monitores de Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) diz que foram percebidos pequenos avanços em relação a votações anteriores. No entanto, o mesmo relatório afirma que as eleições foram permeadas por fraudes e o acesso dos monitores foi impedido em 35 por cento dos casos. A OSCE também diz que a campanha não informou aos eleitores sobre certas questões relacionadas aos candidatos. O ministro das Relações Exteriores de Belarus, Sergei Martynov, em entrevista à Reuters, ressaltou os pontos positivos do relatório e disse esperar que a UE aumente a cooperação com seu país. "Esperamos que a UE olhe a situação com olhos construtuvos e proceda com base em tarefas conjuntas. Estamos prontos para uma interação produtiva com a UE", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.