Polícia Federal da Bélgica/AFP
Polícia Federal da Bélgica/AFP

Suicida que agiu no aeroporto de Bruxelas fabricou bombas usadas nos atentados de Paris

Identidade de Najim Laachraoui foi estabelecida após testes de DNA e investigações realizadas pela procuradoria belga

O Estado de S. Paulo

25 de março de 2016 | 12h44

BRUXELAS - A Procuradoria Federal da Bélgica confirmou nesta sexta-feira, 25, que o segundo terrorista suicida que agiu no Aeroporto Internacional Zaventem, em Bruxelas, era Najim Laachraoui, vinculado também aos atentados de 13 de novembro em Paris. Ele era o suspeito que aparecia à esquerda nas imagens das câmeras de segurança, ao lado de outros dois homens supostamente autores das explosões no aeroporto.

A procuradoria explicou que sua identidade foi estabelecida após os testes de DNA e as tarefas de investigação realizadas recentemente. Segundo informações do jornal The New York Times, Laachraoui fabricou algumas bombas utilizadas nos atentados de Paris.

Laachraoui, nascido em 18 maio de 1991, também era investigado pelo Ministério Público em relação aos atentados de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos.

A procuradoria lembrou que no dia 4 de dezembro foi divulgada uma notificação de busca sobre Salah Abdeslam, suposto cérebro dos ataques de Paris detido há uma semana, que foi duas vezes a Budapeste em setembro de 2015 em um veículo alugado

No dia 9 de setembro, Abdeslam foi parado em um controle policial na fronteira entre Hungria e Áustria a bordo de um carro Mercedes, na companhia de duas pessoas que utilizavam identidades belgas falsificadas com os nomes de Samir Bouzid e Soufiane Kayal.

A investigação permitiu determinar que a falsa identidade de Kayal correspondia, na realidade, a Laachraoui, que viajou à Síria em fevereiro de 2013 e que alugou uma casa em Auvelais, no sul da Bélgica, que foi inspecionada pela polícia em 26 de novembro de 2015.

A polícia encontrou amostras de DNA de Laachraoui na casa de Auvelais e no apartamento da rua Henri Bergé, no distrito de Schaerbeek, que teria sido utilizado pelo grupo terrorista.

Essas amostras também foram encontradas no colete explosivo e em um pedaço de tecido utilizado na casa de shows Bataclan e em uma bomba no Stade de France, afirmou a procuradoria. /EFE

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